NI - CDU lembra que 2500 Gaienses exigiram fim do caos da UNIR e a defesa da STCP
Nota de Imprensa
Executivo à deriva quer cortar na STCP:
CDU lembra que 2500 gaienses
já exigiram o fim do caos na UNIR e a defesa da STCP
CDU lembra que 2500 gaienses
já exigiram o fim do caos na UNIR e a defesa da STCP
A recente revelação de um despacho do Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia que admite a possibilidade de retirar a operação da STCP do concelho revela a face de um executivo autárquico à deriva, desarticulado e de costas voltadas para a população. Incapaz de resolver os graves e diários problemas da rede UNIR, a atual maioria vira agora baterias para tentar desmantelar o pouco que ainda funciona, revelando as suas reais intenções.
A CDU lembra que o descontentamento em Gaia não começou com esta polémica. Ainda este ano, muito antes deste assunto dominar o debate mediático, mais de 2500 gaienses subscreveram um abaixo-assinado, promovido pela CDU e recolhido presencialmente nas ruas do concelho, denunciando a degradação inaceitável da Rede UNIR.
Nesse documento, a população foi clara: queixou-se da escassez de veículos, da sobrelotação, da supressão de horários e do isolamento das freguesias à noite e aos fins de semana. Mais do que isso, os gaienses contrastaram diretamente o material obsoleto da UNIR com os padrões de qualidade e conforto de outros operadores públicos, como a STCP, e exigiram que fossem dados os passos necessários para que a STCP seja o Operador Interno da AMP no final do contrato vigente. A resposta do atual Executivo a estes 2500 gaienses é, de forma absurda e incompreensível, ameaçar cortar exatamente o operador que a população reconhece como tendo qualidade.
Para a CDU, esta ameaça sobre a STCP não é um acaso. É a consequência direta do processo de intermunicipalização da empresa, uma opção política que compromete de igual forma o PS e o PSD e contra a qual o PCP alertou desde a primeira hora. Ao atirar para os municípios o financiamento, este modelo condenou a STCP a uma lógica restrita de operador da Cidade do Porto, subfinanciado e transformado numa arma de arremesso em lógicas de disputa entre autarcas, contribuindo, como as notícias desta semana apontam, para a divisão das populações e para o desmantelamento do Operador Público.
A hipocrisia a que agora assistimos é gritante, e está à vista de todos nos vídeos da última campanha eleitoral que têm vindo a circular. Na altura, perante a lucidez das propostas da CDU, Luís Filipe Menezes prometia alargar a rede da STCP. O PS, que sempre defendeu o modelo da UNIR, tenta agora reposicionar-se elogiando a viabilidade da STCP. Até outras forças políticas, que permaneceram sempre confortáveis do lado do operador privado, vêm agora rasgar as vestes numa súbita e encenada defesa da empresa pública.
As várias votações de todas estas forças políticas ao longo do mandato contra as propostas da CDU aí estão para comprovar da sua fidelidade ao bem público.
Contra o oportunismo e a amnésia política, os factos falam por si: a CDU foi, desde sempre e ao longo de toda a campanha eleitoral, a única força política a defender de forma intransigente, em todas as suas intervenções, o reforço e a expansão da STCP.
Não queremos, nem precisamos, de dividir o território do concelho em pequenos feudos para servir a gula dos grupos privados de transporte. Não precisamos mais de quem coloque o lucro à frente do direito à mobilidade. A solução para Gaia e para a região não passa por menos STCP, mas por mais STCP.
Tal como a CDU tem repetidamente defendido, a STCP tem de ser assumida como o verdadeiro operador interno da Área Metropolitana do Porto, alargando e integrando a sua operação nos 6 concelhos onde atua e dotando-a de todos os instrumentos para que possa assumir o seu papel junto das populações. Simultaneamente, é imperativo preparar desde já o fim da atual concessão da UNIR em 2030, garantindo a transição para uma operação pública de qualidade.
O atual executivo de Vila Nova de Gaia tem pautado a sua ação por uma autêntica enxurrada de anúncios, vídeos e propaganda, com constantes avanços e recuos que mascaram os seus intuitos. Gaia não precisa disso. Não precisa de ziguezagues políticos nem de destruir o que funciona. Os gaienses exigem respeito pelas suas vidas, pelos seus horários, pelas suas necessidades. Exigem o reforço de frota, um serviço fiável e confiável.
A CDU continuará onde sempre esteve.
A bater-se por estas soluções, nas ruas e nas instituições.
CDU/VIla Nova de Gaia
11.Setembro.2026